Gestão de Ações Corretivas – porque continua como TOP 1 no ranking de não conformidades nas auditorias?

09/01/2020

Um dos temas mais debatidos no meio de auditorias de sistemas de gestão é a dificuldade que as empresas encontram na gestão das não conformidades e ações corretivas.

Este foi um dos temas discutidos no encontro de Stakeholders realizado pelo IATF em Paris em Outubro de 2019, conforme já comentei em meu artigo IATF Stakeholder Event – França, Outubro de 2019.

Este é um dos temas mais debatidos pelos profissionais da área, inclusive nos nossos encontros periódicos de auditores para troca de experiências.

Neste encontro do IATF foi apresentado o último histórico dos TOP 10 dos itens normativos da IATF 16949:2016 com mais não conformidades maiores registradas nas auditorias de terceira parte, conforme abaixo:

 

Sempre discutimos sobre os fatores que provocam isso:

  • as organizações tem grandes dificuldades na análise de causas para as não conformidades identificadas: não sabem como fazer a análise de causas e como utilizar as ferramentas para isso; análise feita individualmente e sem formar uma equipe multidisciplinar; uma “auto defesa” – as pessoas citam desculpas ou justificativas no lugar das causas; falta de informações para a análise da não conformidade; sabem que a ação a ser tomada é difícil e mudam o foco para uma mais fácil; falta de comprometimento das pessoas em participar das equipes multidisciplinares; análise muito tardia sobre a não conformidade, perdendo o “timing” da análise; não pode registrar o motivo real da não conformidade para não se comprometer com o cliente; falta cobrança da direção e gerência pela reincidência; entre outros;

  • os clientes aceitam e aprovam os 8Ds ou RNCs fracos e sem base;

  • os auditores avaliam estes 8Ds ou RNCs fracos e sem base durante as auditorias internas ou de terceira parte e não cobram a organização, sem registro de não conformidades sobre este tema.

Sabemos que não existe perfeição em nenhuma organização, portanto além de dar o primeiro passo em reconhecer suas falhas (não conformidades), é de vital importância tratá-las da melhor maneira possível, utilizando as ferramentas da qualidade para analisar as sus causas e tomar ações para que estas não voltem a ocorrer.

E vocês, o que acham deste tema?

Opine, critique, conte suas experiências!

Um abraço e sucesso a todos!

IATF Stakeholder Event – França, Outubro de 2019 

09/01/2020

No dia 16 de Outubro de 2019 o IATF (International Automotive Task Force) promoveu em Paris / França um encontro entre seus Stakeholders, com a participação de uma grande quantidade de organizações certificadas em IATF 16949:2016 e Organismos de Certificação, além dos membros da gestão do IATF. Este encontro teve como objetivo informar as organizações e as certificadoras sobre alguns dos projetos atuais do IATF a sua Visão e as iniciativas estratégicas.

Todos estes assuntos deram base para o tema geral do evento: “a certificação deve ser igual à qualidade do produto”.

Um tema interessante e constantemente discutido em relação à agregação de valor da certificação do seu sistema de gestão da qualidade ao produto ou serviço fornecido pelas organizações aos seus clientes.

As apresentações estão disponíveis para download em https://www.iatfglobaloversight.org.

Em breve publicarei mais um texto sobre um dos temas deste encontro.

Um abraço e sucesso a todos!

 

Futuro da Gestão da Qualidade

04/09/2019

Em grande parte das minhas atividades de consultoria, treinamentos ou auditorias, quer seja de primeira, segunda ou terceira partes, muitos profissionais das empresas me perguntam qual seria o futuro para a Gestão da Qualidade:

  • Seria uma “Qualidade 4.0”?

  • Seria uma automatização da Gestão da Qualidade?

  • Seria uma onda de certificação em massa conforme a ISO 9001, por exemplo?

  • Seria a extinção ou descrédito da certificação conforme a ISO 9001?

Alguns colegas especialistas em Sistemas de Gestão têm escrito também sobre as empresas que são ou foram certificadas e que simplesmente faliram, sem dúvida um tema muito interessante para reflexão.

O que tenho refletido e procurado deixar como um ponto a ser analisado pelas empresas é se quando se constrói uma casa, se inicia pelo telhado ou pelo alicerce?

Será que as empresas que estão procurando saber o futuro da Gestão da Qualidade, o segredo para o seu futuro, pararam para analisar o alicerce do seu Sistema de Gestão? Temas para reflexão:

  • Temos um 5S que funciona?

  • Conhecemos, praticamos e buscamos cumprir os 14 princípios de Deming, como por exemplo:

1 Crie constância de propósito;

3 Não dependa da inspeção para atingir a Qualidade;

5 Aperfeiçoe constante e continuamente os processos da empresa (melhoria contínua);

7 Adote e estabeleça lideranças (e não chefes!);

13 Estabeleça um programa rigoroso de educação e auto aprimoramento;

14 Coloque a empresa toda para trabalhar pela transformação.

  • Nossas Missão, Valores, Visão e Políticas estão alinhadas com o direcionamento estratégico da empresa? São apenas um discurso bonito ou são desdobradas em objetivos, indicadores e planejamento estratégico?

Ter um Sistema de Gestão certificado não é sinônimo de ter sucesso nos negócios, pois conforme já citado neste texto, várias empresas certificadas tiveram resultados muito ruins que as levaram à necessidade de venda, concordata, recuperações judiciais ou até mesmo a falência.

Mas qual a causa de ter um Sistema de Gestão “de mentirinha”? Na minha modesta opinião, são vários os fatores, começando pelo empresário, que quer apenas um "papel na parede", um certificado que está suportado apenas pelo prego na parede e, dependendo da qualidade do reboco, o prego cai facilmente. Depois passa pelos gestores que não enxergam a oportunidade de utilizar as práticas internacionais já discutidas e definidas pela ISO como os requisitos "mínimos" para a gestão da empresa. Passa também por “pseudo consultores” que vendem a implementação de um sistema de gestão enlatado que eles trazem prontos de outras empresas sem respeitar as características e cultura da empresa e finaliza com os auditores de terceira parte mal preparados que aceitam aprovar sistemas de gestão medíocres, “fazendo de conta” que auditam de verdade.

Antes de pensarmos em tendências de futuro, precisamos fazer uma revisão do contexto da organização conforme item 4.1 da ISO 9001, principalmente uma forte reflexão sobre os fatores internos que podem fazer diferença no forte cenário externo competitivo.

Sucesso a todos!

 

Gestão de indicadores

15/05/2019

“Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, não há sucesso no que não se gerencia.” W. E. Deming

Esta frase mundialmente conhecida como uma das máximas da gestão e administração é uma verdade absoluta, porém por mais que possa ser difícil de imaginar, ainda existem muitas empresas, principalmente no Brasil, que ainda não sabe gerenciar suas atividades e resultados.

Algumas destas empresas são pequenas, microempresas, familiares, onde a falta de gerenciamento é decorrente da falta de visão, formação ou interesse de seus donos, ainda pensando em “sempre gerenciei minha empresa assim, porque vou mudar agora?”.

O que mais me espanta é que tem empresas de porte médio, “profissionais”, algumas até internacionais, que continuam sem definir claramente, medir e analisar seus indicadores de desempenho.

Não é por moda que a ISO 9001 define claramente esta necessidade de medir e monitorar os processos do sistema de gestão da empresa, é uma informação relevante e vital para que as empresa consigam entender sua situação atual, definir ações  imediatas ou de longo prazo, para que possam melhorar continuamente e atingir o esperado e definido por sua missão, valores e visão.

Responsabilidade direta apenas da direção das empresas? Não! É responsabilidade também dos seus gestores, consultores (que por vezes definem indicadores “enlatados e prontos”, fáceis de serem implementados mas que não medem a eficácia e eficiência dos processos) e de auditores de certificadoras que aceitam e não questionam esta situação.

Comentários adicionais? Por favor, contribuam com suas experiências para que todos nós possamos aprender.

Um abraço e sucesso a todos!

Transição das certificações ISO 9001:2015, ISO 14001:2015 e IATF 16949:2016 para clientes JMA Consultoria Empresarial

27/12/2018

Recentemente fechamos a análise sobre os resultados das transições das certificações das empresas que tiveram apoio da JMA Consultoria em atividades de treinamentos, auditorias internas e/ou consultoria para o processo de transição, envolvendo as normas IATF 16949:2016, ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015.

Tivemos a satisfação de verificar que NENHUM de nossos clientes teve não conformidade MAIOR registrada pelo seu Organismo Certificador relativa aos novos requisitos normativos, sendo registrada apenas 01 não conformidade MENOR em uma das auditorias devido à falha operacional em parte da implementação do requisito, ou seja, não foi devido a falha na concepção do novo requisito normativo no sistema de gestão do nosso cliente.

Esta única não conformidade MENOR relativa a novo requisito foi em um processo de certificação IATF 16949:2016 em uma empresa com 05 sites.

Este resultado é fruto do trabalho forte realizado pelos nossos consultores e também pela parceria de nossos clientes, trabalhando todos juntos arduamente como um time em busca deste sucesso.

Parabéns a todos os envolvidos neste processo!

Um casamento certificado ISO 9001:2015

por José Martins – consultor de sistemas da qualidade (baseado em texto original de Hugo Cunha Seppi)

25/07/2018

Quando pensamos na Norma ISO 9001:2015, pensamos em indústrias, empresas de grande porte, mas na realidade a Norma Internacional ISO 9001:2015 aplica-se a todos os tipos de empresas desde as já citadas, até pequenas escolas, laboratórios, comércios, enfim, a todo tipo de empresa que produz, manufatura, vende, presta serviços ou dá assistência técnica em produtos ou serviços.

O objetivo de quem procura implantar um Sistema de Gestão da Qualidade baseado nesta norma, é a visão de buscar a satisfação do cliente e a melhoria contínua na relação cliente-fornecedor (interno ou externo), padronizando seus processos (atividades) de forma a melhorar a qualidade de seu produto ou serviço, minimizando os riscos, reduzindo custos e consequentemente aumentando os lucros.

Não podemos deixar de falar que alguns visam o marketing, mas hoje a ISO 9001 não é um diferencial e sim uma necessidade, um requisito do cliente (mercado). Não ter a certificação pode ser uma excludente numa concorrência.

Levando em consideração que segundo o item 3.2.1 da ISO 9000:2015 Organização é “Pessoa ou grupo de pessoas que tem suas próprias funções com responsabilidades, autoridades e relações para atingir os seus objetivos”, você acha que a ISO 9001:2015 poderia ser aplicável a um casamento?

Pois é, pensando nisto, um colega escreveu a alguns anos um texto baseado ainda na ISO 9001:1994 após analisar o comportamento de um amigo recém-casado, notando que o grande motivo de muitos casamentos não “vingarem”, é a falta de diálogo, definições, planejamento da vida em comum. Alguns dizem que o tripé do casamento é feito de amor, dinheiro e o sexo, se faltar qualquer um deles, o casamento desmorona.

Era um excelente texto já escrito e agora resolvi, com autorização e participação de seu autor original Hugo Cunha Seppi, fazer um “upgrade” na certificação de um casamento pela Norma ISO 9001:2015.

Será que é possível?

O texto é um pouco longo pois contém toda a estrutura normativa.

Boa leitura, obrigado pela visita e sucesso a todos!

Vamos à tentativa:

- Empresa: “Casal Feliz Ltda.”

- Relação cliente fornecedor, obviamente interno: esposo e esposa e vice versa.

- Produto (pensando no tripé): Felicidade, convivência harmoniosa, estabilidade financeira, filhos(?), sexo saudável, respeito, amizade, etc. (cada um define seus objetivos)

Tendo a empresa, a relação e o produto, o Sistema de Gestão da Qualidade norteia a empresa a se estruturar visando o ciclo da qualidade da mesma, que são os elementos da ISO 9001:2015 (observação: esta é uma visão bem simplista, não pretendendo entrar nos detalhes).

 

4 Contexto da organização

4.1 Entendendo a organização e seu contexto

A “Casal Feliz Ltda.” deve determinar questões externas e internas que sejam pertinentes para o seu propósito e para seu direcionamento estratégico e que afetem sua capacidade de alcançar os resultados pretendidos.

Questões externas podem incluir vizinhos, sogra, cunhada, aumento do supermercado, inflação, etc.

Questões internas podem incluir melhoria ou piora nas condições financeiras, melhoria ou piora nas condições físicas, chegada de filhos, etc.

A “Casal Feliz Ltda.” deve monitorar e analisar criticamente (conversar!!!) as informações sobre essas questões externas e internas para replanejar seu futuro.

 

4.2 Entendendo as necessidades e expectativas de partes interessadas

Devido ao seu efeito ou potencial efeito sobre a capacidade da “Casal Feliz Ltda.” para prover consistentemente produtos e serviços (felicidade, convivência harmoniosa, estabilidade financeira, filhos(?), sexo saudável, respeito, amizade, etc.) que atendam aos requisitos do cliente (marido e mulher) e aos requisitos legais aplicáveis, eles deve determinar:

a) as partes interessadas que sejam pertinentes;

b) os requisitos dessas partes interessadas que sejam pertinentes a eles.

A Casal Feliz Ltda deve monitorar e analisar criticamente (conversar e/ou perguntar) a informação sobre essas partes interessadas e seus requisitos pertinentes.

Lembrando que a definição de Parte Interessada é aquela que fornece risco significativo para a sustentabilidade organizacional (casal) se as suas necessidades e expectativas não forem atendidas.

A Casal Feliz Ltda define que resultados são necessários para entregar às partes interessadas, para reduzir esse risco. Casal Feliz Ltda atrai, captura e retém o apoio das partes interessadas de que dependem para o seu sucesso.

Neste sentido, podemos citar como partes interessadas as famílias (do marido e da esposa), vizinhos, filhos, amigos, colegas de trabalho, governo, fornecedores (banco, padaria, farmácia, açougue, escola das crianças, etc.), necessitando o casal entender as características e necessidades de cada uma destas partes interessadas e como isso impacta nas atividades do casal.

 

4.3 Determinando o escopo do Sistema de Gestão da Qualidade

A Casal Feliz Ltda deve determinar os limites e a aplicabilidade das suas atividades para estabelecer o seu escopo.

Ao determinar esse escopo, deve considerar:

a) as questões externas e internas referidas em 4.1: como exemplo, “chopinho” com os(as) amigos(as), “futebolzinho” semanal, bate papo com as amigas, etc.;

b) os requisitos das partes interessadas pertinentes referidos em 4.2;

c) os produtos e serviços da “Casal Feliz Ltda.”

O casal deve definir claramente todas as atividades que e premissas de sua existência, devendo prover recursos e planejar bem as suas atividades dentro desta abrangência.

 

4.4 Sistema de Gestão da Qualidade e seus processos

A Casal Feliz Ltda deve estabelecer, implementar, manter e melhorar continuamente sua convivência, incluindo os processos necessários e suas interações.

O planejamento deve descrever como os requisitos do produto serão atendidos (lembram-se deles?). Deve-se descrever ou acordar como vamos fazer para ser felizes, melhorar a convivência, planejamento financeiro, cuidar da educação dos filhos(?), sexo saudável, respeito, amizade...

O casal deve determinar os processos necessários para o seu escopo e sua aplicação na família e deve:

a) determinar as entradas requeridas e as saídas esperadas desses processos;

b) determinar a sequência e a interação desses processos;

c) determinar e aplicar os critérios e métodos (incluindo monitoramento) (de horários, redes sociais (que??)), medições e indicadores de desempenho relacionados, necessários para assegurar a operação e o controle eficazes desses processos;

d) determinar os recursos necessários (financeiros, físicos, carro, casa...) para esses processos e assegurar a sua disponibilidade;

e) atribuir as responsabilidades e autoridades para esses processos;

f) abordar os riscos e oportunidades conforme determinados de acordo com os requisitos de 6.1;

g) avaliar esses processos e implementar quaisquer mudanças necessárias para assegurar que esses processos alcancem os resultados pretendidos;

h) melhorar os processos e o sistema de gestão da qualidade.

Esta atividade descrita chama-se mapa de processos, podemos citar como exemplo:

 

MAPA DO PROCESSO DE GESTÃO FINANCEIRA

Na extensão necessária, o casal deve:

a) manter informação documentada para apoiar a operação de seus processos (definição das regras e responsabilidades de cada um, documentos matrimoniais, contratos, etc.);

b) reter informação documentada para ter confiança (provas) de que os processos sejam realizados conforme planejado. Para a nossa empresa, nada melhor que um belo álbum de fotos dos bons e maus momentos, da casa e das atividades familiares.

5 Liderança

5.1 Liderança e comprometimento

5.1.1 Generalidades

A Alta Direção da Casal Feliz Ltda (o casal) deve demonstrar liderança e comprometimento com relação à sua existência, responsabilizando-se por prestar contas pela eficácia do sistema de gestão da qualidade (a quem de direito, reservando-se no direito de toda a privacidade que um casal deva ter), assegurando que a política (principais diretrizes do casal) e os objetivos da qualidade sejam estabelecidos e que sejam compatíveis com o contexto e a direção estratégica do casal, promovendo o uso da mentalidade de risco de todas as decisões, definindo e provendo os recursos necessários para as suas atividades, buscando alcançar os resultados pretendidos, engajando, dirigindo e apoiando outras pessoas (dar o exemplo aos filhos por exemplo) (com cuidado nesta decisão para evitar triângulos indesejados!!!!) a contribuir para o sucesso das suas atividades e buscando melhorar sempre.

 

5.1.2 Foco no cliente

A Alta Direção da Casal Feliz Ltda deve demonstrar liderança e comprometimento com relação ao foco no cliente (marido e mulher), assegurando que os requisitos do cliente (ambos) e os requisitos legais sejam determinados, entendidos e atendidos consistentemente, analisando os riscos e oportunidades que possam afetar a conformidade de produtos e serviços (lembram-se?) e a capacidade de aumentar a satisfação do cliente (marido e mulher) sejam determinados e abordados com o foco no aumento da satisfação de ambos.

Falando em requisitos do cliente (marido e mulher), lembram-se dos juramentos feitos no início do matrimônio? Aquelas promessas de “te prometo ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe". Estes são os requisitos básicos que devem ser seguidos e cumpridos pelos dois.

Além destes requisitos, existem outras expectativas. Por exemplo, o marido tem a expectativa de sempre chegar em casa do trabalho e achar a casa toda arrumada, jantar pronto, esposa com o mesmo corpinho de quando casou, cheirosa e amorosa para receber o marido. Já pelo lado da esposa, ela tem a expectativa de que o marido sempre chegue do trabalho com bom humor, ajude nas tarefas da casa, tome um banho, faça a barba, fique cheiroso e amável a ela, além de manter aquele corpinho sarado do início do relacionamento.

Se estas expectativas não se transformarem em requisitos (acordo) entre os dois no início do relacionamento e que isso seja  buscado e monitorado frequentemente, fatalmente serão motivos de insatisfações e reclamações constantes.

 

5.2 Política

O casal deve definir sua Política da Qualidade (principais diretrizes do casal, definição de onde e como a empresa pretende chegar, seus objetivos e metas), assim, nada melhor que uma política, por exemplo, assim:

“Nós, “Casal Feliz Ltda.”, prometemos nos amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, ..........., até que a morte nos separe.”

É uma bela política, que é definida na frente da comunidade, convidados durante a cerimonia do casamento, que muitos esquecem no seu dia a dia. Por isso a ISO estabelece que a política deve ser documentada, compreendida, implementada, difundida e mantida em todos os níveis (casal e filhos).

 

5.3 Papéis, responsabilidades e autoridades

Outro ponto importante numa relação, é a definição das responsabilidades e autoridade de cada parceiro na rotina diária:

6 Planejamento

6.1 Ações para abordar riscos e oportunidades

Ao planejar o seu convívio, o casal deve considerar as questões 4.1 e 4.2, e determinar os riscos e oportunidades que precisam ser abordados para assegurar que o casal possa alcançar seus resultados pretendidos, aumentar efeitos desejáveis, prevenir, ou reduzir, efeitos indesejáveis e alcançar melhoria.

Como vimos lá no item 4.1, as questões externas podem incluir vizinhos, sogra, cunhada, aumento do supermercado, inflação, ou seja, precisam definir, dentre as que mais possam impactar na melhora ou piora da vida harmoniosa do casal, quais destes fatores devem ser combatidos ou evitados, podendo ainda incluir forma de se proteger de algum destes fatores, como não atender ligação da sogra ou cunhado que possam estar querendo vir fazer visitinhas indesejadas em momentos planejados para a intimidade do casal.

Questões internas podem incluir melhoria ou piora nas condições financeiras, melhoria ou piora nas condições físicas, chega de filhos, falta de carinho e atenção de ambos, ou seja, precisam definir, dentre as que mais possam impactar na melhora ou piora da vida harmoniosa do casal, quais destes fatores devem ser combatidos ou evitados, podendo ainda incluir forma de se proteger de algum destes fatores, como por exemplo reservar parte do orçamento para momentos de dificuldade, manter atividades físicas regulares, reservar momentos para a sua intimidade fora da rotina (horários, locais, situações, etc).

A organização (casal) deve monitorar e analisar criticamente informação sobre essas questões externas e internas para replanejar seu futuro.

Todas estas ações devem ser apropriadas ao impacto potencial sobre a conformidade de produtos e serviços, podendo incluir formas para evitar o risco, assumir o risco para buscar uma oportunidade, eliminar a fonte de risco (cuidado com brincadeiras ou pensamentos inadequados com a sogra ou cunhados... hehehe), compartilhar o risco ou decidir, com base em informação, reter o risco.

 

6.2 Objetivos e planejamento para alcançá-los

O casal deve estabelecer os objetivos para o seu futuro, devendo estes objetivos ser coerentes com a sua política da qualidade, ser mensuráveis, levando em conta requisitos aplicáveis, serem adequados para aumentar a satisfação do cliente (marido e esposa), serem monitorados, comunicados e atualizados, como apropriado.

Assim podemos definir alguns objetivos:

- Não ter dívidas acima da capacidade do casal;

- Educar os filhos em colégios de nível A;

- Fazer pelo menos duas viagens por ano;

- Manter-se atualizado profissionalmente; entre outros

Ao planejar como alcançar estes objetivos, o casal deve determinar um plano de ações, como por exemplo:

6.3 Planejamento de mudanças

Sempre que qualquer necessidade de mudanças for identificada, estas devem ser realizadas de uma maneira planejada e negociada entre o casal, devendo considerar sempre o propósito das mudanças e suas potenciais consequências, a integridade da vida do casal, se há disponibilidade de recursos e se precisam ser alteradas quaisquer responsabilidades e autoridades.

7 Apoio

7.1 Recursos

Este elemento visa também determinar os recursos para gerir o sistema da qualidade.

Novamente olhando o tripé, o casal deve prover recursos financeiros, estruturais, psicológicos, para manter a estabilidade da “empresa”, devendo avaliar as capacidades e restrições dos recursos internos existentes e o que precisa ser obtido de provedores externos (fornecedores, bancos, etc).

 

7.1.2 Pessoas

O casal deve determinar e prover as pessoas (empregada, baba, jardineiro, etc) necessárias para as suas atividades de acordo com seus objetivos definidos.

 

7.1.3 Infraestrutura

O casal deve determinar, prover e manter a infraestrutura necessária para o seu convívio, incluindo sua habitação, casa de praia, veículos, equipamentos e utilidades domésticas, computadores, internet, TV a cabo, etc.

 

7.1.4 Ambiente para a operação dos processos

O casal deve determinar e manter um ambiente adequado para o seu convívio, por exemplo os espaços coletivos, sala de TV, quarto, suíte, varanda, sala de estar, churrasqueira, piscina, etc., ambiente calmo, não confrontante (evitar as brigas e discussões desnecessárias), psicológico com redutor de estresse, preventivo quanto à exaustão (tempo de descanso, tempos individuais ou com amigos, férias), físico (por exemplo, ar condicionado, calefação, pegar um solzinho na beira da piscina ou na praia, ar puro, etc.).

 

7.1.5 Recursos de monitoramento e medição

Quando utilizamos algum equipamento para medir os resultados planejados, devemos ter certeza que este é confiável. Como por exemplo, usar uma balança calibrada para medir o peso de ambos (mulheres, não briguem...).

 

7.1.6 Conhecimento organizacional

O casal deve determinar o nível de conhecimento necessário para o seu convívio, tomando muito cuidado para não ficar preocupados em demasia com namorados(as) antigas, ou algo assim.

 

7.2 Competência

O casal deve levantar as necessidades de competências (físicos ou intelectuais) e planejar a sua realização. O resultado pode ser demonstrado claramente, no seu dia a dia ou noite a noite.

 

7.3 Conscientização

O casal deve assegurar que ambos estejam sempre conscientes da sua política da qualidade e de seus objetivos definidos, como cada um contribui para alcançar os resultados planejados e das implicações de não cumprir tais acordos, desde a insatisfação pessoal, não alcançar os objetivos traçados, etc.

 

7.4 Comunicação

O casal deve definir como serão as comunicações internas e externas relativas à sua intimidade, definido claramente regras de sobre o que comunicar (fatos, ocasiões, passeios), quando comunicar (imediatamente, real time, online), com quem se comunicar (quem fará parte de suas redes sociais), como comunicar (linguagens, detalhes, fotos) e quem comunica.

Deve-se evitar ao máximo as famosas DR´s (discussão de relacionamento), mas caso seja realmente necessárias, devem ser feitas em momentos em que nenhuma das partes esteja fora de suas melhores condições físicas, psicológicas ou emocionais (se possível).

 

7.5 Informação documentada

O casal deve controlar seus documentos, tais como manual do carro, livro de receitas, certidões, passaporte, extratos bancários, título de eleitor (que só procuramos quando tem a eleição e só achamos na ultima hora), entre outros (cada um tem o seu), de modo a manter os válidos e descartar os vencidos ou não mais necessários. Deve estar claro quem aprova, revisa, arquiva e controla esta documentação.

 

8 Operação

8.1 Planejamento e controle operacionais

A Casal Feliz Ltda deve planejar, implementar e controlar os processos (ver 4.4) necessários para atender aos requisitos para a provisão de produtos e serviços e para implementar as ações determinadas na Seção 6 ao:

a) determinar os requisitos para os produtos e serviços;

b) estabelecer critérios para:

1) os processos;

2) a aceitação de produtos e serviços;

c) determinar os recursos necessários para alcançar conformidade com os requisitos do produto e serviço;

d) implementar controle de processos de acordo com critérios;

e) determinar e conservar informação documentada na extensão necessária para:

1) ter confiança em que os processos foram conduzidos como planejado;

2) demonstrar a conformidade de produtos e serviços com seus requisitos.

A saída desse planejamento deve ser adequada para as operações da Casal Feliz Ltda (todos tem que entender!).

A Casal Feliz Ltda deve controlar mudanças planejadas e analisar criticamente as consequências de mudanças não intencionais, tomando ações para mitigar quaisquer efeitos adversos, como necessário. E assegurar que os processos terceirizados sejam controlados (ver 8.4).

 

8.2 Requisitos para produtos e serviços

Quando da compra de um dos produtos da empresa pelo cliente interno, o fornecedor deve ter certeza do que ele ou ela disse e esta pedindo e saber exatamente o que é.

Devemos, antes de aceitar o pedido, fazer uma análise crítica das condições. (quantidade, data de entrega, “preço”, etc.). Após o pedido aceito, qualquer alteração das condições, também deve ser analisada e comunicada a todos os envolvidos, se aceita.

As análises do pedido e das emendas devem ser registradas, por exemplo anotando na agenda, deixando um bilhete na geladeira.

 

8.3 Projeto e desenvolvimento de produtos e serviços

O nosso casal deve definir como seus projetos de vida, ou o desenvolvimento do relacionamento será realizado ao longo dos anos. Cada atividade deste desenvolvimento ou projeto deve ser planejado, definindo as responsabilidades. estas atividades devem ser executadas por pessoa qualificada. Os responsáveis dos diversos projetos devem trocar experiências e informações para aproveitá-las, como, por exemplo no caso de viagens realizadas ou a troca de carro

Todos os requisitos do projeto devem ser documentados, esclarecidos.

Qualquer dúvida deve ser esclarecida, isto para evitar de fazer reservas para a montanha no verão, picnics em dias de chuva ou troca de carro na época de pagar impostos. O resultado do projeto deve ser documentado, para que possa ser verificado e validado. No nosso caso, elaborar ou solicitar um orçamento e obter fotos do local da viagem.

Em estágios apropriados devem ser feitas análises críticas do andamento do projeto. Esta é a fase que o casal conversa sobre como anda o projeto de modo a evitar de chegar ao final e não estarem de acordo com o resultado. Após as análises, o casal deve verificar se cada etapa foi concluída conforme esperado. Após a conclusão do projeto familiar, o casal deve avaliar o resultado e deve existir o consenso de que o que foi planejado, foi realizado.

Se for necessária alguma alteração durante ou após a conclusão do projeto, devem ser analisas pelo casal e aprovada.

 

8.4 Controle de processos, produtos e serviços providos externamente

Quando o casal for comprar um bem para a casa, um presente para seu parceiro, deve definir claramente seu objetivo e especificações. Deve também escolher bons fornecedores, para não se arrepender depois. Esta é uma boa forma de economizar na compra e posterior manutenção. A norma não diz que tem que ser uma “Brastemp” (os mais antigos lembrarão dessa...), mas se não for...

 

8.5 Produção e provisão de serviço

8.5.1 Controle de produção e de provisão de serviço

As nossas atividades devem ser executadas sob condições controladas, como a monitoria (observar) e controle (corrigir) quando necessário.

A casa e seus utensílios tem que ser mantidos em bom estado, para a harmonia do casal, para ser um ambiente agradável e aconchegante.

Para executar alguma atividade, que o resultado pode ser imprevisível (como um presente surpresa, convidar para visitar a sogra), a pessoa deve ser qualificada para a missão. Não deve-se arriscar com pessoa despreparada ou inexperiente

 

8.5.2 Identificação e rastreabilidade

Os “produtos” da empresa devem ser identificados por meios adequados, como por exemplo:

- um sorriso para a felicidade, um beijo a paixão, um olhar a compreensão, uma flor o romance, uma lingerie sedutora para aquela intenção, etc.

Para localizarmos os nossos produtos, após a entrega, devemos rastrear, ter formas de identificar a sua origem, como uma agenda, com as datas festivas, prazos de validade dos produtos na geladeira...

 

8.5.3 Propriedade pertencente a clientes ou provedores externos

Os bens que cada um possui individualmente, tem que ser respeitados e cuidados bem.

Quando pedirmos emprestado algo ou alugamos, este só deve ser utilizado com um fim especifico e com a autorização do dono. (emprestar para outro o que não é nosso, pode?).

Se algo de errado acontecer com ele, o possuidor deve ser imediatamente comunicado, indenizado e desculpas pedidas por quem errou. Além de pedir desculpas deverá tomar ações para que não torne a acontecer.

 

8.5.4 Preservação

Como o nosso produto é precioso, definimos como:

  • manuseá-lo: tratando com carinho;

  • armazená-lo: do lado direito do peito. Não se esqueça de verificar como ele esta periodicamente;

  • embalá-lo: com laços de confiança;

  • preservá-lo: regando todo dia; e

  • como devemos realizar a entrega a quem amamos (todos sabemos como, as vezes esquecemos, mas para isso tome as ações corretivas do elemento 10.2).

 

8.5.5 Atividades pós-entrega

Após a entrega do produto, quando solicitado pelo cliente, devemos ajudá-lo em sua utilização. Esta é a melhor assistência técnica do mundo, ajudar nossa companheira ou companheiro a usar nossos sentimentos.

 

8.5.6 Controle de mudanças

A organização deve analisar criticamente e controlar mudanças no seu convívio na extensão necessária para assegurar continuamente conformidade com requisitos previamente combinamos e jurados no início do relacionamento.

O casal deve analisar criticamente as mudanças, as pessoas que autorizam a mudança e quaisquer ações necessárias decorrentes da análise crítica, para depois evitar comentários do tipo “eu te avisei...”.

 

8.6 Liberação de produtos e serviços

Após cada atividade os resultados devem ser avaliados (inspecionados), para que o produto fique de acordo com o que esperamos.

O resultado da verificação deve ser registrado pela pessoa responsável. Que tal muitas fotos do aniversário, da surpresa ao receber um presente, um beijo...

 

8.7 Controle de saídas não conformes

Se a situação for reprovada, NUNCA MAIS REPITA. Analise onde é que errou e ache um jeito de corrigir (troque, mande flores, bombons ou pelo menos PEÇA DESCULPAS).

9 Avaliação de desempenho

9.1 Monitoramento, medição, análise e avaliação

9.1.1 Generalidades

O casal deve definir:

a) o que precisa ser monitorado e medido (não vale ficar bisbilhotando no celular ou redes sociais do outro sem prévia autorização....rs);

b) os métodos para monitoramento, medição, análise e avaliação necessários, reuniões, planilhas, conversas, mensagens de carinho...;

c) com que frequência o monitoramento e a medição devem ser realizados;

d) quando os resultados de monitoramento e medição devem ser analisados e avaliados.

 

9.1.2 Satisfação do cliente

O casal deve monitorar a percepção do outro se suas necessidades e expectativas foram atendidas, assim como também de que forma este monitoramento será feito, se será por demonstrações espontâneas, “cara feia”, carinhos recebidos, DR´s...

 

9.1.3 Análise e avaliação

Como definimos antes o que precisamos monitorar e medir, precisamos também analisar os resultados obtidos do nosso desempenho afetivo, a convivência, seus pontos fortes e fracos.

Após definir o meio de como medir e analisar, devemos utilizá-los como uma forma de indicador da qualidade de tudo o que fazemos ou uma pesquisa de opinião, e assim obtermos a satisfação de nosso cliente.

 

9.2 Auditoria interna

Periodicamente (pode ser durante as férias na praia, no aniversário de casamento) o casal deve verificar se tudo que foi combinado, previsto, realizado esta de acordo com o seu sistema da qualidade. Para isso realiza uma retrospectiva (auditoria) em todos os elementos previstos.

Importante lembrar sempre que não vale ficar bisbilhotando no celular ou redes sociais do outro sem prévia autorização, pois as auditorias precisam ser comunicadas com antecedência aos clientes da auditoria (cônjuge).

 

9.3 Análise crítica pela direção

Periodicamente, o casal (alta direção) deve analisar o sistema da qualidade. Nossa empresa reune-se mensalmente, de preferência em um jantar a luz de velas, ou num passeio a um local romântico, para discutir, no bom sentido, o dia a dia, os acontecimentos que aborreceram e alegraram, etc.

 

10 Melhoria

10.1 Generalidades

A “Casal Feliz Ltda.” deve determinar e selecionar oportunidades para melhoria e implementar quaisquer ações necessárias para atender a requisitos do cliente e aumentar a satisfação do cliente, seja de qual lado for.

 

10.2 Não conformidade e ação corretiva

Nas situações citadas anteriormente em 8.6, 9.1, 9.2 ou 9.3, pense na causa do erro e o que pode ser feito para NUNCA MAIS repeti-los.  (faça uma ação corretiva). Não se esqueça de verificar se estas ações foram eficazes, ou seja, realmente não voltaram a acontecer.

Se existe um potencial de errar (como por exemplo achar que vai esquecer da data do aniversário de casamento,  ou pensar em tingir o cabelo de ruivo, sem saber se ele gosta) , inclua na analise de risco (veja o 6.1) pense também nas possíveis causas e decida o que fazer para não cair no erro. (tome ações preventivas)

 

10.3 Melhoria contínua

A organização deve melhorar continuamente a sua relação, considerando os resultados de análise e avaliação (9.1) e as saídas de análise crítica pela direção (9.3) para determinar se existem necessidades ou oportunidades que devem ser abordadas como parte de melhoria contínua da convivência em casal.

 

Bem após todo este trabalho, será que é possível aplicar a ISO no casamento?

E será que a “empresa” vai ter seu sistema de gestão da qualidade atuante de modo a evitar problemas na relação e prosperar, sendo felizes para sempre, conforme definido na Política da Qualidade?

Só depende do comprometimento de todos na utilização dos procedimentos e demonstrando resultados.

Sucesso a todos!

Transição para a IATF 16949:2016

20/06/2017

Falta apenas pouco mais de 1 ano para a transição para a Norma Automotiva IATF 16949:2016. Como já foi amplamente divulgado, foi publicada em 01 de Outubro de 2016 a norma IATF 16949:2016, apresentando mudanças significativas tanto na sua estrutura como nos seu conteúdo.

Agora nós estamos a praticamente 12 meses de sua data final!

Como sabemos, as empresas terão até 14 de Setembro de 2018 para fazer a transição completa de sua certificação para a IATF 16949:2016, por isso é muito importante prestar atenção no planejamento de suas atividades!

Para fazer esta transição completa até Setembro de 2018 as empresas precisam fazer a auditoria de recertificação fechada antes desta data (auditoria realizada e acompanhamento das ações corretivas de não conformidades que possam ser registradas durante a auditoria, além dos documentos fechados pelo auditor líder e submetido para análise da comissão de certificação / veto person). O Livro de Regras define como 90 dias mais um prazo para atividades administrativas. Calculando os 90 dias antes do dia 14 de Setembro, além dos dias para as atividades administrativas, chegaremos ao final do mês de Maio ou início de Junho de 2018 para a realização das auditorias de recertificação, ou seja, menos de 1 ano a contar de hoje.

Isso sem contar em realizar as auditorias de monitoramento da certificadora, implementação das alterações necessárias em virtude da nova norma, auditoria interna completa e análise crítica pela direção após a implementação completa.

Estamos todos prontos para cumprir bem estes prazos?

Cuidado para não atropelarmos estes prazos e atividades e termos problemas com nossa auditoria de recertificação!

Sucesso a todos!!

NOVIDADES SOBRE A NORMA AUTOMOTIVA IATF 16949:2016

21/10/2016

Como já foi amplamente divulgado, foi publicada em 01 de Outubro de 2016 a norma IATF 16949:2016, apresentando mudanças significativas tanto na sua estrutura como nos seu conteúdo.

Na versão anterior da norma, ISO TS 16949:2009, seu conteúdo apresentava a ISO 9001:2008 na íntegra e os requisitos adicionais definidos pelo IATF. Como agora houve um desmembramento das duas normas, as empresas deverão adotar as duas normas em conjunto, ISO 9001:2015 e IATF 16949:2016.

Esta nova versão apresenta as seguintes mudanças principais:

  • Necessidade de adaptação devido a emissão em ISO 9001:2015, considerando um rearranjo completo na estrutura (estrutura de Alto nível - anexo SL)

  • Contexto e Partes Interessadas

  • Requisitos Específicos do Cliente

  • Mentalidade de Risco

  • Segurança do Produto

  • Plano de Contingência

  • Responsabilidade Corporativa

  • Atendimento Legal

  • Produto com Software Incorporado

  • Gestão de fornecedores

  • Identificação e Rastreabilidade

  • Verificação após parada (shut down)

  • Manutenção Produtiva Total

  • Controle de Retrabalho e Reparo

  • Gestão da Mudança: mudança definitiva / mudança temporária de controles de processo

  • Sistemas a prova de falhas

  • Gestão de Garantia

  • Análise da Direção

  • Auditorias Internas

Lembramos a todos que o prazo de transição da certificação é de 2 anos:

  • Auditorias ISO/TS 16949:2009 não serão mais realizadas a partir de 01 de Outubro de 2017

  • Certificados ISO/TS 16949:2009 não serão mais válidos a partir de 14 de Setembro de 2018

É muito importante consultar o seu Organismo Certificador para verificar detalhes deste processo de transição para que suas auditorias sejam planejadas com margem de segurança, sendo recomendado que não seja realizada após Maio de 2018.

Para auxiliar nesta transição, o IATF publicou um documento com o título de Estratégia de Transição, disponível gratuitamente através do link http://www.iatfglobaloversight.org/iatf-169492016/iatf-16949201-iatf-transition-strategy.

Novidades sobre a ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015

16/10/2015

Como já foi amplamente divulgado, foram publicadas em 30 de Setembro de 2015 as normas ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015, apresentando mudanças significativas tanto na sua estrutura como nos seu conteúdo. Cumprindo de forma adequada os novos requisitos normativos, as empresas terão oportunidade de buscar outro nível em sua gestão empresarial, principalmente devido às novidades provocadas pela análise de risco, compressão do seu contexto, analise dos fatores internos e externos e compressão das partes interessadas e seus requisitos.

A ISO 9001:2015 apresentou também uma estrutura normativa que facilita a integração com outros sistemas de gestão, pois todas as normas de Sistemas de Gestão da ISO apresentarão como base uma estrutura de alto nível (Anexo SL).

A ISO 14001:2015 traz para as empresas a oportunidade de reforçar o seu compromisso com a prevenção da poluição e busca pela sua melhoria.

Além das mudanças significativas também apresentadas pela ISO 9001:2015 referentes à análise de risco, compressão do seu contexto, analise dos fatores internos e externos e compressão das partes interessadas e seus requisitos, a ISO 14001:2015 reforça a exigência de considerar os impactos ambientais que permeiam toda a cadeia de valor, bem como a consideração de questões relativas ao ciclo de vida, a inclusão do termo “condição ambiental”, que é definido como “mudanças ambientais de longo prazo que podem afetar as atividades, os produtos e os serviços da organização, exigindo adaptações”, reforçando ainda a comunicação interna e externa mais pró-ativas e planejadas e um reforço nas evidências da avaliação da conformidade legal.

A ISO 14001:2015 apresentou também uma estrutura normativa que facilita a integração com outros sistemas de gestão, pois todas as normas de Sistemas de Gestão da ISO apresentarão como base uma estrutura de alto nível (Anexo SL).

Lembramos a todos que o prazo de transição da certificação é de 3 anos, portanto após setembro de 2018 os certificados das versões 2008 e 2004 não serão mais válidos.